Vitor Fernandes mas mais conhecido por BitOcas, sempre dado ao experimentalismo e à improvisação, desde cedo se interessou pelas questões pedagógicas por constatar que essa forma de encarar a música não era muito difundida nem praticada pelos músico à sua volta; o que o levou ao longo dos anos a desenvolver uma metodologia própria para a experiência e estudo musical e que, consequentemente, foi aplicando tanto no ensino como nas artes de palco.
Frequentou o Conservatório de Música de Aveiro e o Curso de Percussão da Escola Profissional de Música de Espinho. Mas, foi de forma autodidacta que desenvolveu a maior parte das suas experiências pedagógico-musicais e através de vários convites tem-se visto envolvido nos mais variados projectos formativos e cénicos.
Em 1995 funda com os irmãos, entre outros amigos, a d’Orfeu Associação Cultural, onde, além outros projectos, lecciona Étnica, uma disciplina voltada para a compreensão do fenómeno musical através da sua reinvenção constante: construindo instrumentos, inventando símbolos para a notação sonora, fazendo música das imagens, escutando o silêncio, etc…, à procura de uma espécie de proto-música e da sua relação com a arte, a cultura e a vida.
Em 1998 junta-se a Rui Júnior para ajudar no arranque do projecto de percussão Tocá rufar onde desenvolve experiências musicais através de jogos.
Mas, é por volta de 2002 que vem a iniciar um projecto mais pessoal, O Jogo Aberto. Sistema multi-disciplinar que relaciona o jogo, a improvisação e as artes performativas, com o qual, e de forma flexível, tem vindo a participar em inúmeros eventos formativos para músicos, educadores, e curiosos de todas as idades, abrindo um debate constante sobre os hábitos e as práticas na cultura e aprendizagem musicais.
Neste sentido tem também criado e desenvolvido vários trabalhos performativos sugerindo novas relações entre o jogo, a improvisação, a criatividade e o imaginário, como é exemplo "O Mistério das Vozes Vulgares" e "Fónix-Pop Atletique musique".
Entre várias colaborações, participou em projectos teatrais com companhias como O Acto (Estarreja), a Acert (Tondela) e Efémero (Aveiro). Entre 2001 e 2006 leccionou a disciplina de Expressões Integradas no Instituto Piaget de Viseu. Desde 1994, colabora com a "Akademie fur Musikpadagogic" num campo de férias para jovens músicos em Oberwisel, Alemanha. E, com muitas outras, com caracter mais pontual, tem orientado oficinas e espectáculo abordando a improvisação e estratégia musical e comunicação transpessoal.
É membro do grupos musicais "Culto de Orfeu", dedicado às velhas e novas músicas do mundo, "4Portango" com musica de Astor Piazzolla e "põePlay" com o qual, mistura toda a música de conserva (CDs).
Desde 1996 tem organizado e orientado, para a d’Orfeu, os Seminários, debates públicos sobre variados tópicos da música, da arte, da educação e do associativismo. E, 2004 iniciou o Ciclo, criando e incentivando outros ao experimentalismo. Evento anual que começou com o nome Ciclo da Voz, se transformou sucessivamente no BiCiclo, no TriCiclo, e finalmente no actual Tetra.
E, em 2008, com o AparqA!, lança as bases para o desenvolvimento de um centro criativo para a dinamização de actividades lúdicas, estudos e pedagogias alternativas.





